Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Entrevista à VITAE

Entrevistas à VITAE:
Entrevista a Maria João 
 
1.O que é a VITAE?
É uma Associação de Solidariedade e Desenvolvimento Internacional que actua desde 1999, em Lisboa.
É a Associação que gere o Centro de Acolhimento aos sem-abrigo de Lisboa.
 
2.Como se organiza a VITAE?
A Associação organiza-se por pessoas e membros.
 
3.Onde actua?
Actua em Lisboa, mais concretamente no Centro de Acolhimento aos sem-abrigo e também tem alguns projectos em Moçambique.
 
4.Tipos de ajuda que presta.
Aos sem-abrigo de Lisboa com o Centro de Acolhimento.
 
5.Quem são os voluntários?
Não existem voluntários.
 
6.Quem o patrocina?
A Instituição apoia em 10%, a Câmara Municipal de Lisboa em 20% e a Segurança Social em 70%. Têm um protocolo com o Banco Alimentar que lhes fornece os bens alimentares.
 
7.Recebem ajudas de anónimos?
Sim, nomeadamente bens alimentares, roupas e electrodomésticos usados.
 
8.Quem ajuda?
A VITAE ajuda toxicodependentes, idosos, emigrantes de Leste e vítimas de violência doméstica.
 
9.Qual o universo que ajuda?
O seu universo é a cidade de Lisboa com vista à população sem-abrigo, toxicodependentes, imigrantes de Leste, idosos e pessoas vítimas de violência doméstica.
 
10.            O que os poderá levar à situação de sem-abrigo?
Normalmente, as pessoas vão para as ruas porque começaram a consumir drogas ou álcool, o que os leva a abandonar as suas famílias.
 
11.            Que tipos de discriminação sofrem? 
Estes sem-abrigo são bastante discriminados tanto devido à sua aparência física, no caso dos toxicodependentes, como à sua idade, no caso dos idosos.
 
12.             Como reagem as pessoas à ajuda?
Reagem bem pois já vêm encaminhadas por outras Instituições.
 
13.             A influência que a VITAE tem no meio em que actua?
Tem uma certa influência pois apoia os mais necessitados.
 
14.            O que pensa que poderemos fazer com o nosso projecto?
Divulgá-lo para alertar as outras pessoas dos problemas da nossa sociedade.
 
Curiosidades VITAE:
  • A Instituição tem camas para 270 sem-abrigo.
  • Horário de Funcionamento do Centro – das 18h às 9h.
  • A VITAE apoia os sem-abrigo com as refeições do jantar e do pequeno-almoço; proporciona cuidados de enfermaria, psicologia, psiquiatria, barbeiro, oficinas onde dão formação, limpeza e segurança.
  • Os sem-abrigo não têm dificuldades em se adaptar a horários e regras.
  • A Instituição ajuda na reinserção dos sem-abrigo.

publicado por c_pandora às 15:12
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Entrevista à Comunidade EMAÚS de Caneças

         O grupo realizou algumas entrevistas a organismos de apoio aos sem-abrigo para, assim, conhecermos melhor esta temática e tudo o que lhes está relacionado.
Entrevista à Comunidade EMAÚS:
 
Entrevista a Maria da Fé
 
  1. O que é os EMAÚS?
É uma Instituição de Solidariedade Social sem fins lucrativos que visa os sem-abrigo e que acolhe todo o tipo de pessoas.
 
  1. Como surgiu os EMAÚS?
A EMAÚS surgiu no pós 2ª Guerra Mundial, com Abbé Pierre, deputado da Assembleia Nacional Francesa. Abbé Pierre reparou que havia muitos jovens perdidos nas ruas devido à guerra. Assim, esse sacerdote francês comprou uma grande casa para acolher e ajudar esses jovens, a Casa dos Jovens que se passou a chamar a Casa da Esperança. Esses Campos de Jovens estavam situados onde, hoje em dia, é a Universidade Lusófona. Na Casa dos Jovens existe um movimento de partilha tanto no que se refere ao trabalho como à amizade. Posteriormente, foi fundada a primeira Comunidade EMAÚS.
 
  1. Como se organiza a EMAÚS?
Esta Instituição organiza-se por Comunidades espalhadas por 52 países do mundo (Portugal, Japão, China, Países de Leste e Índia, entre outros), sendo a sua Sede em Paris onde as diferentes Comunidades se reúnem para troca de impressões e informação.
 
  1. Onde actua?
A EMAÚS actua nas suas Comunidades porque são os sem-abrigo que os procuram, tanto de livre iniciativa como enviados pela Segurança Social e da reinserção social no caso dos ex-reclusos.
Têm projectos com as Irmãs Concessionistas em Timor e Moçambique.
 
  1. Quais os tipos de ajuda que presta?
            As pessoas que os procuram têm cama, roupa, comida, medicamentos, Segurança Social e dinheiro aos fins-de-semana que a comunidade lhes dá.  
 
  1. Quem são os voluntários?
Os voluntários não são sem-abrigo, mas sim pessoas comuns, isto é, quem quiser, desde que esteja disposto a trabalhar e a ajudar.
Neste momento a EMAÚS de Caneças conta com escuteiros, licenciados e jovens de bairros degradados, entre outros.
 
  1. Quem os patrocina?
Ninguém. Esta Instituição nem sequer tem subsídios. Só recebem aquilo que as pessoas já não querem que, depois de recuperar, vendem.
 
  1. Recebem ajudas de anónimos?
Sim. As pessoas telefonam para a instituição para esta ir recolher móveis, electrodomésticos, roupa e outros.
 
  1. Quem ajuda?
Apenas os voluntários, visto que a Junta de Freguesia de Caneças não apoia esta instituição.
 
  1. Qual é o universo que ajuda?
A EMAÚS ajuda as pessoas dos vários continentes e nos vários continentes.
 
  1. Os meios sociais ou agregados familiares de que os sem-abrigo são originários?
Cada sem-abrigo provém de uma camada social diferente, sendo, portanto, impossível de generalizar o meio social a que estes pertencem.
 
  1. O que os poderá levar à situação de sem-abrigo?
Ao contrário do que está estereotipado, os sem-abrigo nem sempre vêm de bairros degradados. Muito pelo contrário. Normalmente estes vão parar às ruas devido a problemas em casa.
Apenas alguns não sabem ler, a maior parte tem o 9º ano e alguns são formados.
A EMAÚS apoia, também, alcoólicos, mas não ajuda toxicodependentes porque os voluntários não são especializados nessa matéria.
 
  1. Onde e como vivem?
Os sem-abrigo vivem na rua e sobrevivem de expedientes, isto é, roubam, mendigam e vendem lixo, na sua generalidade.
 
  1. Como reagem as pessoas à ajuda?
Muitas delas perderam o hábito de trabalhar mas, nos EMAÚS, reaprendem. Algumas pessoas reagem mal e chegam mesmo a abandonar a Instituição, mas outras reintegram-se facilmente.
 
  1. Qual a influência que a EMAÚS tem no meio em que actua?
É pouca ou nenhuma, pois nem a Junta de Freguesia ajuda esta Instituição.
 
Curiosidades:
  • EMAÚS é uma cidade na Palestina.
  • Caneças, em Hebraico, significa Terra de Deus.
  • A EMAÚS fornece as peças e adereços para telenovelas e peças de teatro.
  • A Instituição tem uma loja no Feira Nova, em Lisboa.
  • Na Instituição são todos homens.
  • Segundo Maria da Fé, os sem-abrigo de Lisboa, na sua maior parte, não querem trabalhar.
  • A EMAÚS ajuda todas as pessoas que o queiram, sem nunca perguntar nem os seus apelidos nem nada sobre a sua vida privada.
  • A Câmara não apoia a Instituição nem para retirar o lixo proveniente da restauração e das ofertas de anónimos que já se torna bastante visível.
  • A Comunidade apoia as práticas ecologistas.
  • A Comunidade EMAÚS de Caneças encontra-se aberta para vender os produtos restaurados todos os dias de Terça a Sexta-feira da parte da tarde, das 14h30 às 19h, e ao Sábado durante todo o dia. Não abre nem aos Domingos nem às Segundas-feiras.

publicado por c_pandora às 14:57
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Balanço do 1º período

Escola Secundária de Caneças
 
 
 
Balanço do 1º Período
 
Disciplina de Área Projecto-12ºF
 
 
 
 

 
 
 
Autores:
Ana Espírito Santo Nº1
Bárbara Cruz Nº5
Marta Ferreira Nº11
Neuza Alves Nº12
          Sara Inês Antunes Nº15
 
Dezembro de 2007
 
 
 
 
Índice
 
·Introdução
·Objectivos cumpridos
·Objectivos não cumpridos
   ● Razões
·Principais descobertas
·Principais conclusões
·Reflexão crítica:
·Transição para os passos seguintes do projecto
·Outros
 
 
 
 
Introdução
 
         Com este balanço, pretendemos fazer como que um ponto da situação onde iremos referir tudo o que fizemos e que deveríamos ter feito até agora.
 
 
 
Objectivos cumpridos
 
         Neste primeiro período conseguimos realizar as seguintes tarefas programadas:
·Criação e devida manutenção do blog
·Escolha do tema a desenvolver
·Vídeos e realização de um filme
·Resposta parcial aos objectivos (a concluir com a evolução do trabalho de projecto)
·Participação na sessão das Cidades Criativas
·Pesquisa na Internet e jornais
·Criação e divulgação de um panfleto
·Elaboração do guião das entrevistas
·Tentativa de fazer as entrevistas a diversas instituições
·Procura dos diferentes organismos que apoiam os sem-abrigo
·Análise da informação recolhida no 1º Período
 
 
Objectivos não cumpridos
         Ao contrário das nossas expectativas, não conseguimos realizar as entrevistas dentro do prazo estabelecido pelo professor devido ao nosso atraso na marcação das mesmas, mas também devido aos sucessivos adiamentos por parte da AMI e pela falta de resposta de outras instituições.
 
 
·Razões
 
         Nós só não realizámos a entrevista à AMI devido aos diversos contratempos com que nos deparámos, tanto da nossa parte (dificuldade em conciliar as entrevistas com o horário escolar) como da instituição que passamos a citar. “Infelizmente para 4ª feira  dia 28 já não pode ser, estarei ausente da AMI” – 27 de Dezembro, “dias 3 e 4 de Dezembro não estou na AMI, só mesmo dia 5 e 6, porque dia 7 também vou estar num curso. Dia 10 e 11 de manhã estou em Serpa. Dia 12 de manhã estarei na Feira do livro da Escola Secundária de Mem Martins. Está complicado! Vejam outra data possível para vocês e que coordene com a minha disponibilidade.” – 29 de Dezembro.
         Tal como o professor já foi informado a entrevista com o Banco alimentar não nos foi concebida.
         Em relação à VITAE o seu contacto foi alterado, por isso não conseguíamos marcar a entrevista. Agora aquele número de telefone é de uma Clínica Dentária.
         Assim, está comprovado que a nossa tarefa de entrevistar estas instituições se tornou bastante difícil.
 
 
 
Principais descobertas
 
          Com o decorrer do trabalho de projecto fomos adquirindo informações que desconhecíamos sobre a temática dos sem-abrigo e do que lhe está relacionado.
         Destacamos que os sem-abrigo, na sua maioria, são homens sem grandes problemas de saúde, o que contraria o estereotipo de que estes indivíduos são todos alcoólicos, toxicodependentes e marginais. Grande parte deles tem idades compreendidas entre os trinta e os quarenta e nove anos.
         Estas pessoas, como raramente têm trabalho, usam o arrumar carros, os biscates que vão arranjando, a mendicidade, a prostituição e a venda ambulante para conseguirem ter algum rendimento que lhes permita comprar comida e roupa ou manter os vícios.
         Normalmente são pessoas descomprometidas e solitárias que, mesmo nas ruas, procuram o isolamento.
 
Principais conclusões
 
         Com toda a nossa pesquisa durante estes meses concluímos que os sem-abrigo se encontram em maior número nas grandes metrópoles, preferindo os locais mais quentes como o metro, especialmente o de Santa Apolónia, em ombreiras de portas, em resguardos e, no Inverno a Câmara municipal de Lisboa garante abrigos quentes para estas pessoas.
         Tal como já sabíamos, existem diversos organismos que apoiam aqueles que não têm um tecto através da doação de alimentos, roupa, cobertores e sacos-cama, entre outros, tais como a AMI, a VITAE, o Banco Alimentar, a Comunidade Vida e Paz, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Cruz Vermelha e a Rede Europeia Anti-Pobreza.
         Demo-nos conta que também existem várias campanhas que apoiam os sem-abrigo (“Junta as tuas meias às minhas” e “Sporting solidário” onde os fundos reverterão para a AMI, a Associação CAIS e a Comunidade Vida e Paz).
         Assim, concluímos que estas pessoas carenciadas já são apoiadas de diversas maneiras como acima mencionámos, mas também de outra: a ajuda psicológica, como acontece no Balneário de Alcântara onde para além dos banhos e da roupa devidamente tratada, os voluntários lhes dão apoio moral.
 
Reflexão crítica
 
         Na nossa opinião, o tema que estamos a desenvolver é bastante importante para o futuro das cidades portuguesas, uma vez que não as poderemos melhorar sem primeiro resolver este problema de exclusão social. Portanto, um dos nossos objectivos é demonstrar à população portuguesa que, se resolvermos este problema, se ajudarmos os sem-abrigo, estaremos, também, a ajudar-nos a nós próprios.
         Temos, no entanto, consciência de que poderíamos ter feito mais nesta primeira fase do projecto. Deveríamos, por exemplo, ter ido a Lisboa para observar, a uma certa distância (através de uma observação não participante), o dia-a-dia de alguns sem-abrigo. Isto iria ajudar-nos a perceber melhor como sobrevivem e a compreender quais as suas maiores dificuldades para, assim, termos uma ideia mais clara de como os ajudar.
            Quanto às formas de divulgação do tema escolhido, somos da opinião de que teremos de fazer mais publicidade ao nosso blog, pois achamos que, para ajudar a resolver este problema, temos de ter o apoio e ajuda, não só dos participantes do concurso Cidades Criativas, como também o da população no geral. Para tal, já pensamos em algumas formas de divulgação, como por exemplo, afixar cartazes na nossa escola, distribuir panfletos na rua ou pedir aos restantes grupos da nossa turma, que estão, também, a participar no concurso, para acrescentarem o nosso blog à sua lista de links, enquanto que nós acrescentaremos os seus links à nossa lista e divulgaremos, também, os seus blogs.
 
Transição para os passos seguintes do projecto
 
       Não conseguimos apresentar as entrevistas até ao momento da avaliação, contudo estas vão-se realizar até o 1º período acabar. Ficaram marcadas para o dia 10 de Dezembro (EMAÚS), dia 12 de Dezembro (VITAE) e para dia 14 de Dezembro (AMI).
        Este período conseguimos deixar as coisas delineadas para algumas coisas que estão programadas para o 2º período. Nomeadamente no que se refere às entrevistas a sem-abrigo, pois já temos uma entrevista marcada com ex-sem-abrigo. Também já definimos o público-alvo dos inquéritos de opinião (alunos e professores da nossa escola e a anónimos da cidade de Lisboa). 
 
Outros
         Apesar de já termos iniciado a divulgação do nosso blog através de panfletos disponíveis na nossa escola, sentimos que não estamos a conseguir informar a restante população da problemática dos sem-abrigo.
 
Conclusão
 
          Este trabalho está a ser bastante interessante e elucidativo.
         Conseguimos perceber um pouco melhor a problemática dos sem-abrigo nos seus diversos planos, especialmente no social.
         Pretendemos continuar a entender e a aprofundar todo o conhecimento que nos chegue.

publicado por c_pandora às 00:12
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